Calvície masculina (AGA)
Padrão hereditário em homens. Classificação Norwood. Pode evoluir para indicação de DHI quando estabilizada.
Saber maisNem toda queda capilar é patológica. Aqui explico, como médico tricologista, como distinguir o que é fisiológico, o que merece tratamento clínico e o que pode evoluir para indicação cirúrgica. O primeiro passo é entender o tipo da queda. Não decidir.

A queda capilar pode ter origens distintas: ciclo fisiológico normal (eflúvio telógeno fisiológico), resposta reativa a fatores específicos (eflúvio reativo) ou progressão patológica relacionada a padrões hereditários ou condições sistêmicas.
O fio capilar tem ciclo natural de crescimento, repouso e queda. A perda de até 100 fios por dia é considerada dentro do esperado para a maioria dos adultos. A preocupação clínica começa quando há padrão consistente acima desse limite ou rarefação visível em áreas específicas.
A avaliação tricoscópica permite distinguir o tipo de queda com precisão, observando o padrão folicular, a relação entre fios em fase de crescimento e fios em fase de queda, e sinais de miniaturização folicular típicos da alopecia androgenética.

Todo fio de cabelo tem um ciclo: cresce por um período longo, descansa e cai, para que outro nasça no lugar. Por isso perder alguns fios todos os dias é parte do funcionamento normal do couro cabeludo, não um sinal de alarme. Ver fios no travesseiro ou no chuveiro, por si só, não quer dizer que algo esteja errado.
A pergunta clínica não é se o cabelo cai, mas como ele cai. Uma queda que persiste acima do habitual por meses, ou uma rarefação que se concentra em uma área específica, conta uma história diferente de uma queda passageira e espalhada. É o padrão, mais que a quantidade isolada, que orienta o diagnóstico.
A queda pode ser fisiológica, reativa a um evento como estresse ou pós-parto, ou progressiva, ligada a um padrão hereditário. Distinguir entre elas é o trabalho da avaliação, e muda completamente a conduta: o que é reativo tende a se reorganizar; o que é progressivo pede acompanhamento. Tratar tudo igual seria ignorar essa diferença.
O ciclo natural do fio inclui queda. Perder alguns fios por dia faz parte e, sozinho, não indica problema.
Persistência por meses e concentração em áreas específicas pesam mais no diagnóstico do que um dia de muita queda.
Distinguir a queda passageira da que avança define a conduta. Por isso a avaliação vem antes de qualquer tratamento.
Aumento perceptível de fios no travesseiro, no chuveiro, na escova, comparado ao padrão habitual da pessoa.
Sinal 1: Fios em quantidade visível ao escovar.Diminuição de densidade em região delimitada (linha frontal, coroa, partição central) que persiste ao longo de meses.
Sinal 2: Rarefação em área específica.Fios visivelmente mais finos que antes: sinal possível de miniaturização folicular progressiva.
Sinal 3: Mudança no diâmetro do fio.Especialmente em luz frontal ou com cabelo molhado, quando o reflexo do couro cabeludo se torna mais evidente.
Sinal 4: Couro cabeludo visível em áreas onde não era.Início temporal coincidente com estresse, parto recente, mudança de medicação, dieta restritiva ou cirurgia.
Sinal 5: Queda associada a evento específico.Padrão hereditário identificável no histórico familiar próximo, particularmente em pais e avós do mesmo gênero.
Sinal 6: Histórico familiar de calvície.Padrão hereditário em homens. Classificação Norwood. Pode evoluir para indicação de DHI quando estabilizada.
Saber maisPadrão Ludwig em mulheres. Rarefação difusa. Tratamento clínico antes de avaliação cirúrgica.
Saber maisQuando há indicação cirúrgica clara, após estabilização clínica e exame da área doadora.
Saber maisVer o cabelo caindo costuma disparar uma busca ansiosa por respostas: fóruns, vídeos, conselhos soltos, conclusões precipitadas. O problema é que a suposição quase sempre alimenta o medo, em vez de resolvê-lo. Sem diagnóstico, qualquer fio no chão vira motivo de alarme.
Um diagnóstico bem-feito troca o achismo pela informação. Saber se a queda é passageira ou se merece acompanhamento já reduz a angústia, porque transforma uma preocupação difusa em um quadro com nome, causa e caminho.
E a notícia costuma ser melhor do que o medo sugere: boa parte das quedas tem causa identificável e conduta possível. O primeiro passo não é decidir um tratamento, é entender o que está acontecendo com você.
O que mais me perguntam sobre queda de cabelo: o que é normal, quando vira motivo de avaliação, e o que o estresse tem a ver com isso.
A avaliação presencial é o primeiro passo para saber se o transplante capilar faz sentido para você, se o momento é adequado e quais caminhos são possíveis com segurança. Sem indicação automática. Sem orçamento genérico por foto. Sem pressa para decidir. A conversa começa pela dúvida, não pela cirurgia.